segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A melhor leitura do mês - Outubro

Outubro foi um mês de maior qualidade do que quantidade.
Pelas mãos, pela vista e pela mente passaram-me:
- Um decepção bem grande com um clássico frustrante: Nossa Senhora de Paris, do grande Victor Hugo que aqui se revela mais filósofo e historiador do que romancista; por mim, prefiro guardar do corcunda a imagem que me ficou da Disney :)
- Uma decepção de quase mil páginas: um livro que quis ser manual de História e romance ao mesmo tempo e do qual resultou uma caricatura do Guerra e Paz: A Queda dos Gigantes, de Follett.
- Uma surpresa agradável: A Arte de Morrer Longe de Mário de Carvalho. Um livro divertido que vai dizendo umas coisas sérias pelo meio. Um escritor que merece mais atenção por parte da opinião pública.
- Uma revelação: Ana Cristina Silva em As Fogueiras da Inquisição. Um livro triste, revoltante, profundo. Uma autora que pode vir a ser um caso sério se aprimorar melhor a vertente ficcional.
- Uma confirmação: o génio de Mia Couto, um escritor que não faz obras-primas mas anda sempre por perto.
E TRÊS LIVROS MAGNÍFICOS de 9.5 na escala de 0 a 10:
- O livro mais divertido do ano: Royal Flash de George MacDonald Fraser. Este segundo volume da Odisseia de um Cobarde consegue ser ainda mais hilariante que o primeiro.
- O topo (até agora) da carreira de José Luís Peixoto, com o Livro.
- A confirmação de um génio da nova literatura portuguesa: Valter Hugo Mãe com o formidável A Máquina de Fazer Espanhóis.
Perante isto... como escolher o melhor livro do mês...
A tarefa revela-se árdua.
No entanto...
Decidido "sobre a linha da meta"... the winner is...



:)
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