sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A Queda dos Gigantes - Ken Follett

Há muito tempo não encontrava um livro que tentasse de forma tão declarada cruzar a realidade histórica com a ficção. O risco que Follett correu foi enorme. A História, ainda mais numa época tão polémica como a da Primeira Guerra Mundial dificilmente se compadece com esta miscelânea de factos e estórias.
A ideia base faz lembrar o eterno Guerra e Paz. No entanto, nem a ficção se aproxima da criatividade e simbolismo de Tolstoi nem a análise histórica faz sombra à clarividência e profundidade do mestre russo.
Ao longo de quase mil páginas, Follett parte para esta abordagem com um enquadramento de cinco famílias em locais estrategicamente significativos:
- A família do jovem mineiro Billy, em Gales, que representa a grande massa anónima que faz as guerras, faz a História e alimenta o mundo; Billy, a irmã Ethel, “guerreira” pela causa sufragista e o pai sindicalista simbolizam a classe operária explorada e, no entanto, triunfadora na entrada da modernidade que o século XX viria anunciar.
- A família de Fitz, inglês, representa a aristocracia tradicional, conservadora e arreigada ao preconceito, alimentando-se da injustiça social.
- A família de Walther, alemão, alto funcionário governamental, envolve o mais tacanho tradicionalismo alemão, representado pelo pai, Otto, em contraste com as ideias modernas, democráticas de Walther.
- A família Pechkov, na Rússia acompanha todo o processo conturbado de derrube do regime czarista e de instauração do bolchevismo soviético. Grigori é o revolucionário convicto, vítima das maiores atrocidades por parte do czarismo e Lev é o irmão oportunista que envereda pela trafulhice mais pérfida como forma de afirmação pessoal e vingança perante um passado de injustiça.
- Nos Estados Unidos da América, Gus, assistente do presidente Wilson é a imagem da América como a terra prometida dos tempos modernos, o país cor de rosa em que todos os sonhos são possíveis.
Por detrás da história de ficção, Follett apresenta-nos uma análise histórica que, em alguns aspectos, se revela muito interessante e inovadora:
Os destinos do mundo, por vezes, dependem de conveniências pessoais; veja-se como alguns personagens são contra a guerra porque estão apaixonados; outros são a favor do conflito por egoísmo, vaidade ou por conveniência pessoal.
Também a Guerra civil na Rússia, como outras guerras, é movida por interesses. Aliás, um dos méritos deste livro reside na atenção dada a um aspecto que a historiografia tem desprezado: o apoio (absurdo em termos ideológicos) da Alemanha ao bolchevismo e da Inglaterra às forças contra-revolucionárias.
O autor opta por aproximar perigosamente os personagens ficcionais aos reais, causando situações pouco verosímeis, como a conversa do soldado Grigori com Kerenski ou de Lenine com os conservadores alemães.
A tentativa de fidelidade histórica é por vezes obsessiva, o que retira interesse à narrativa ficcional. Follett procura, até à exaustão, ser rigoroso historicamente; isso leva-o a descrições demasiado pormenorizadas, principalmente da situação política na Rússia.
Pelo contrário, despreza por completo os inúmeros combates que se deram nas colónias, principalmente em África. Nem sequer refere esse aspecto, o que constitui uma lacuna grave.
O autor cai também em alguns exageros, como a importância da aviação na primeira guerra mundial (estava nos primórdios), a importância dos submarinos e o apoio financeiro (pouco verosímil) dos conservadores alemães a Lenine.
No final da guerra fica a ideia de um certo idealismo em relação aos EUA – o país onde um politico pode casar com uma jornalista anarquista; o país da liberdade e da prosperidade. No entanto, esse é também o país onde Lev se torna o criminoso triunfante.
Como curiosidade, gostava de realçar o desprezo total pela participação portuguesa na guerra. Portugal só é referido uma vez e em termos muito depreciativos: o delegado português à Conferência da Paz intervém uma vez para solicitar que o texto final inclua uma referência a Deus, sendo por isso alvo de chacota por parte dos outros delegados. Afinal de contas nada de estranho se considerarmos que Follett é inglês…
No final da obra sobressai a grande ideia que se assume como uma espécie de lição de moral: o fim da Primeira Guerra Mundial lança o início da segunda; os vencedores da guerra procuraram cobrar à Alemanha todas as despesas e prejuízos, numa atitude de arrogância vingativa que acabou por alimentar o grande monstro chamado Nazismo.
E o mundo pagaria caro por essa arrogância.
A quem interessar esta temática aconselho o filme baseado na obra magnífica de Erich Maria Remarque, "A Oeste Nada de Novo". Algumas cenas do filme:

48 comentários:

Nuno Chaves disse...

De Follett apenas li Os Pilares da Terra, creio que ainda levará algum tempo até pegar nesta trilogia "O Século" visto que esta edição acabou de ser lançada acredito que demorará ainda uns bons 2 ou 3 anos para se ler a sua continuação, se é que trata de uma continuação, gostei bastante da tua crítica, que me elucidou um pouco mais sobre a história deste livro. um abraço Manuel, BFS.

Paula disse...

Olá Manuel,
Também li "A Queda dos Gigantes" do Follet como viste no meu blogue. Gostei porque relembrou-me umas coisas e fiquei a saber de outras. Será que os próximos 2 livros serão assim tão grandes?
Eu acho que sim e estou curiosa. O segundo há-de falar da II Guerra Mundial, mas...e o terceiro. Achas que abordará que tema?
Abraços

Manuel Cardoso disse...

Pois é, Nuno, acabei de ler que os 3 livros serão publicados de 2 em 2 anos.
Portanto, Paula, o 3º volume só sairá daqui a 4 anos. O tema deverá ser a Guerra Fria com as guerras do Vietname e da Coreia pelo meio.

MOISÉS POETA disse...

excelente blog .
vou virar leitor ...

abraços !

N. Martins disse...

Ainda não li nada do Ken Follet, mas tenho curiosidade. Confesso que o preço dos livros me tem afastado das obras dele. Mas tenho muita curiosidade...

branca de neve disse...

Boa noite.
Peço desculpa por estar a fazer uma pergunta tão básica, mas gostou do livro?
Nunca li nada deste autor mas gostava de experimentar.

Manuel Cardoso disse...

Moisés Peota, sê muito bem vindo :)
N. Martins, esse é um sério problema. NUm país em que se fala tanto da necessidade de promover aleitura, os livros são estupidamente caros. Espanhois e franceses, que ganham bem mais que nós, compram os mesmos livros a preços bem mais baixos. Mas é o país que temos, o país em que os livros pagam 23% de IVA enquanto o vinho paga 5%. Isto cabe na cabeça de alguém? Apenas na cabeça de quem nos desgoverna...
branca de neve:
é difícil responder directamente a essa pergunta... eu acho que gostei :) No entanto, não é uma obra-prima. Aprende-se imenso sobra a História do século XX, mas desaconselho para quem não gosta de História. A parte ficcional está demasiado dissolvida nesse relato histórica

branca de neve disse...

Obrigada. Eu gosto muito de História e talvez possa gostar deste livro. Não vou comprá-lo, mas de qualquer forma irei ler este autor, se tiver oportunidade.

Iceman disse...

Ou seja, é um projecto falhado de Follett.

Pois bem, não li e nem leio, até porque não aprecio por aí além a escrita de Follett.

Em todo o caso, para além de sugerir "A Oeste Nada de Novo" de Remarque, para quem quer ler sobre a época e o conflito, sugiro "A Filha do Capitão" do "nosso" José Rodrigues dos Santos, um livro, na minha opinião, magistral.

Um abraço!

Anónimo disse...

Estou a pensar em fazer deste livro a minha prenda de Natal pelo facto de ter lido "Os Pilares da Terra" e adorar História. O autor parece querer apostar forte na fórmula que lhe deu sucesso há 20 anos atrás. Antes este acho que ainda vou ler "Mundo sem fim" e esperar que o preço baixe...
esperar sentada.
Outra coisa: Porque é que nunca vi este blog antes?

Isabel Rodrigues (ex-aluna EB2/3 Moure)

Anónimo disse...

Comecei a ler O Vôo da Águia e abandonei a leitura, achei Ken Follett chato e inconsistente. Mas A Queda dos Gigantes é simplesmente fantástico,e a chatisse do autor acaba perdendo força diante da força do tema e de seus personagens.
Desde Ecos do Passado, de Mya Santell, não devorava um livro com tamanho furor.

Cláudia Gabriela disse...

Acabei de ler e adorei, vomo já tinha adorado os Pilares da Terra...

Cláudia Gabriela disse...

Acabei de ler e adorei, como tb gostei de os Pilares da Terra

Manuel Cardoso disse...

Olá Claudia
ainda bem que gostaste.
Continuo a hesitar se hei-de ler ou não Os Pilares da Terra. Será que vale mesmo a pena?

claudia disse...

Olá, acabei hoje de ler e tb gostei muito do livro, li tb A toca do leão, O buraco da agulha, A chave para rebeca e o vôo da àguia. Gosto muito dos livros de Ken Follett.

Seda disse...

Não gostei muito do Follet suspense... mas do Follet "Historia" a cantiga é outra, adorei e devorei os Pilares da Terra e o Mundo sem Fim, penso que flutuei entre calhamaços com a imagem clara e definida dos acontecimentos da época.
Esta nova trilogia ao preço que estão os livros, vou ter que pensar melhor, ainda por cima não tarda aumentam o IVA, provavelmente compro os tres de uma só vez, presumo que daqui a seis anos ja acabou a crise. Ai

Manuel Cardoso disse...

Realmente os livros de Follet são extremamente pedagógicos. Mas muito caros, de facto...

Marquês disse...

Bem, uma resenha deveras má intencionada eu diria, devido ao claro posicionamento de seu autor, um português cegado por seu patriotismo, portanto aí vão algumas correções pertinentes:
1) o Escritor NÃO é INGLES, trata-se de um GALÊS, o máximo que se poderia dizer é tratar-se de um BRITÂNICO
2) O uso de aviões na primeira guerra mundial era ainda, digamos “pré-histórico”, porém, de acordo com relatos e livros datados da época (descobertos na última década), seu uso fora sim intensificado, principalmente no final da guerra. Essa afirmação de que não eram usados é defendida apenas pelos historiadores do passado, hoje, com o acesso a modernos documentos mais detalhados desse combate conclui-se pelo uso primordial dessa tática, o que fez até com que Hitler copiasse e aprimorasse inúmeras táticas aéreas criadas no primeira conflito global. Portanto, o relato de Follet é fiel à história. Ora, afinal é nesse período que nasce um dos ases no combate aéreo: Barão Vermelho. É possível até conferir isso na WIKIpedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_avia%C3%A7%C3%A3o#Primeira_Guerra_Mundial_.281914_-_1918.29
3) O encontro de personagens fictícios e históricos na trama, são um espetáculo à parte, faz com que a aproximação entre a realidade e ficção se torne vívida em nossa mente, aliás, é o que nós leitores chamamos de LICENÇA POÉTICA.
4) A participação portuguesa na guerra fora sim ínfima e até infrutífera, principalmente se compararmos com os demais países vizinhos, vide a Batalha do Lys, um total massacre, em decorrência do despreparo das tropas portugueses, do grande número de desertores, insubordinados e suicidas, além da chamada a Lisboa de diversos combatentes experientes por favores políticos, numa época de tremenda corrupção e desgoverno no território português. Além do mais, NENHUMA das tropas portuguesas (inclusive as que se encontravam no continente africano) possuíra liberdade de rectum de comando, tanto que as tropas portuguesas, no comando de seu alto escalão, contavam com generais britânicos e até franceses. Inclusive, no evento que marcou o final da guerra, a marcha em paris de 1919, não havia sequer 1 tropa ainda restante portuguesa, tendo apenas alguns poucos participados de tal momento, efectivos integrantes que escolheram integrar o contingente de outros países ou participantes da mão-de-obra para abertura de trincheiras.
5) Quanto aos combates na África, não nos esqueçamos que o livro retrata o convívio de 5 famílias com a guerra na EUROPA, e não no continente africano, para tal seria necessário a inclusão de mais uma família, mais um feixe no enredo, algo totalmente desnecessário
5) Esse livro é ÓTIMO, é um marco na carreira do autor, definitivamente seu ápice, um livro que apresenta uma boa dose de suspense, romance e relatos fieis a história europeia, de acordo com as última descobertas de um período que moldou os alicerces do surgimento da ONU e de nossa UE.

Manuel Cardoso disse...

Caro Marquês
"uma resenha deveras má intencionada"
tem a certeza que é isto que queria mesmo escrever? É que nem isto é uma resenha nem ninguém tem o direito de avaliar as minhas intenções.
Quanto ao resto, gostava que me enviasse o seu e-mail para podermos conversar sobre o conteúdo do livro.
Manuel Cardoso.

Marquês disse...

Meu caro, desculpe se lhe ofendi, pensei que ao arrebatar suas opiniões sobre um livro em um blog na maior rede livre mundial, suas opiniões e críticas poderiam ser avaliadas e até discutidas, mas, como mesmo disse, esse direito não nos é permitido.

Manuel Cardoso disse...

Eu é que peço desculpa porque não me expressei bem. Não me ofendeu de maneira nenhuma. O que acontece é que, devido a más experiências passadas, evito discutir quando as pessoas não se identificam. Foi por isso que lhe pedi o e-mail. Estou certo que compreenderá.
Quanto à sua ultima frase, se lhe fosse vedado exprimir-se eu teria apagado ou impedido o seu comentário, não é?
Todas as criticas são bem vindas e a sua, tão bem fundamentada, merece resposta, por isso que peça que faça login com uma qualquer forma de identificação.

Manuel Cardoso disse...

correcção: onde se lê "por isso que peça" queria dizer "por isso lhe peço"

Beta disse...

estou, pela primeira vez, neste blog e gostei do que vi e li. Relativamente aos comentários e como quase todos falam do exagerado preço dos livros, o que eu concordo em absoluto, aproveito para informar que, para quem lê inglês e pode gastar um bocadinho mais da primeira vez, o Kindle é uma ótima opção. Só para exemplo, como estou a ler o primeiro da trilogia que fiz donwload há uns dias, saiu-me por cerca de 5 euros! Uma diferençazita, não é?

Beta disse...

e acrescento que Os Pilares da terra são muito, muito bons!

André B. disse...

Olá Manuel e leitores do blog,

Hoje foi minha primeira visita ao blog e gostaria de dizer que gostei muito da postagem sobre A Queda de Gigantes. Terminei de ler o livro em março deste ano e adorei. O livro é muito envolvente e o tema foi abordado de maneira espetacular. Concordo com as suas observações.

Um abraço!

Manuel Cardoso disse...

Beta, já reparei no preço dos livros franceses e ingleses. Compreendo bem essas linguas mas o ritmo de leitura é muito menor; mas tenho de tentar de novo...
A ti e ao ANdré um abraço de agradecimento pela vossa simpatia.

Anónimo disse...

Olá!
Estou a ler "A Queda dos Gigantes", como estou a gostar muito e com pena de me despedir das personagens/famílias, vim á net procurar quando sai o próximo volume e, encontrei a vossa troca de informação e opiniões, Parabéns ao autor.
Natália

Manuel Cardoso disse...

Olá Natália
agora à distância, parece-me que fui um bocadinho severo no comentário.
Mas já tenho outro do Follett para ler. Para me redimir :)

Anónimo disse...

Manuel Cardoso.
Qual deles? eu já li e gostei do Homem de São Petersburgo.
Natália

Manuel Cardoso disse...

O Vale dos Cinco Leões; encomendei no Circulo de Leitores.

Roman disse...

Não li "Os Pilares da Terra" nem "A Queda dos Gigantes", mas quero le-los. Gostei muito da forma com Ken Follett escreve.
Para ja só li "A Ameaça" e "Contagem Decrescente". E tenciono passar para os livros mais "historicos" desse autor.

Cumprimentos,
Roman

Neiva disse...

Puxa..... só daqui a 3 anos que vai sair o volume 3?? Até lá já esqueci tudo ........rs .
Mas estou adorando o livro.

Anónimo disse...

Olá,sou o Pedro e tenho 15 anos.É verdade, adoro ler e já tenho uma coleção tremenda de livros, há quem diga que sou leitor compulsivo mas discordo, simplesmente, gosto de ler e aprecio muito.
Tenho os pilares da terra vol.1 e 2 mas ainda não os li devido ao facto de estar a ler: "Rumo ao Farol" de Virginia Woolf. Muito bom, de salientar!
Em relaçao ao preço dos livros é um pouco/muito exorbitante e quando peço livros ao meu pai ou á minha mãe fazem um grande sermão,e nem imaginam a cara deles quando olham para o preço, principalmente, nos livros de tolstoi ou até nos do follet. Mas como ainda não sou eu que os pago, não me importo muito, mas tenho a noção de que eles "investem" muito na minha leitura e não acho que seja um mau investimento, na minha opinião.
Estou a pensar comprar mundo sem fim (a continuação) e depois o resto da trilogia. Não compro já a queda dos gigantes porque depois quando sair a continuação ja terei esquecido e então comprarei logo na altura.
Abraços,
Pedro


PS: blog muito bom !

Manuel Cardoso disse...

Olá Pedro
é um prazer enorme ler coisas como as que tu escreveste.
Sou professor, tenho alunos da tua idade e tenho filhos também nessa faixa etária, pelo que a tua opinião é muito importante para mim.
Não te preocupes se te chamarem leitor compulsivo. Eu também sou e é óptimo. Leio ente 80 e 100 livros por ano há pessoas que me dizem que é impossível ler tanto. Não é. Basta subtrair as imensas horas que as pessoas perdem a ver TV ou a conversar sobre futilidades. Televisão e futilidades, isso sim, são compulsões!
O preço dos livros é mesmo um disparate. Eu tenho o mesmo problema: no ano passado fiz as contas e descobri que gastei mais de 1000 euros em livros! Mas eu tenho um problema: gosto de ter em casa os livros que leio; é uma mania que me fica cara, porque as bibliotecas servem precisamente para emprestar livros, não é? Aconselho-te a biblioteca da tua escola, por exemplo, para não sobrecarregares os teus pais. Como pai, sei bem o que custa dar tudo o que um filho quer :)
Quanto ao Follett, este ainda não foi o livro que eu esperava; acho que ele tentou fazer uma espécie de "Guerra e Paz" do século XX mas não está a conseguir, pelo menos neste 1º vol. Estou à espera de tempo para ler Os Pilares da Terra.
Caro Pedro, um abraço e aparece sempre!

Anónimo disse...

Olá professor !
Não esperava uma resposta tão cedo, confesso.
Na verdade, tenho tido tempo para fazer tudo desde sair com os amigos, facebook, praticar desporto, ajudar a mãe a pôr a mesa/fazer o jantar e claro, ler. Tudo conciliado num dia.
O professor, como deve imaginar, não leio essa imensa quantidade de livros mas também não fico muito atrás, e é possível, mais que possível, ler essa quantidade porque quando apreciamos a leitura não á ninguém que nos faça parar. Eu gosto muito de ter os livros em casa, por isso, não vou muitas vezes á biblioteca, porque como o professor disse: " gosto de ter em casa os livros que leio". Partilho exatamente a mesma opinião.
Professor, se não for indescrição minha, qual foi o livro que mais gostou?
Abraços,
Pedro

Manuel Cardoso disse...

Pedro, essa pergnta vem mesmo a propósito; falarei disso na minha próxima mensagem, amanhã ou depois.
Mas adianto-te já: o livro que mais gostei foi o D. Quixote, de Cervantes. Porquê? Porque tem tudo! Aquilo não é um livro, é O LIVRO! É a minha bíblia :) Mas, perguntas tu: tem tudo como? Tem tudo o quê? Eu respondo-te: imaginação, humor, crítica, reflexão, amor, ódio, paixão, enfim, tudo mesmo.
Posso também dizer-te que muito próximo desse, considero o Guerra e Paz uma obra-prima e para completar o meu TOP 3, um livro pequenino chamado O Grande Gatsby.
Um abraço!

Anónimo disse...

Então so me resta aguardar.
Abraços,
Pedro

Anónimo disse...

Olá professor!
Quase que apostava que era professor de História. Por uma simples razão: andei a pesquisar sobre " O Grande Gatsby" e constatei que era sobre a primeira guerra mundial. Ora, todo o seu "top" são livros sobre História.
Abraços,
Pedro

Manuel Cardoso disse...

Olá Pedro. Acertaste em cheio! :)
Mas o Grande Gatsby não é propriamente sobre a 1ª GM. É uma estória intemporal; uma coisa que podia acontecer em qualquer tempo. É a história de um ser humano formidável!

Atlantida disse...

Boa tarde,

Comprei "A Queda dos Gigantes" há cerca de 3 semanas e vou a meio. Estou completamente absorvida pela narrativa e dou por mim a ansiar momentos em que possa continuar a leitura. Infelizmente não são muitos, mesmo sem TV e sem conversas futeis.
Ontem, na feira do livro, estranhei só terem o 1º volume, e perguntei pelos outros. "ainda só saiu este", foi a resposta. Entrei em stress!! Imagine-se. Vi "Os Pilares da Terra", na TV, e gostei muito. O último livro que li com esta sofreguidão foi "O Clã do Urso das Cavernas", de Jean M. Auel.

Manuel Cardoso disse...

tenho esse livro do Auel em casa e ainda não o li...
é uma vergonha, tanto tempo de diferença entre o primeiro e os seguintes volumes do Follet...

José Luis da Mota disse...

sem dúvida que A Queda dos Gigantes é um romance excepcional (é assim que se escreve?), mas bplas, começo a ficar"chateado" porque o 2º volume já devia ter saído em 2011, e nada. Já vamos a meio de 2012 que era altura para o 3º volume, e nem vê-los. Não tá certo.
Quero o 2º volume já!
Já agora aproveito para dizer que o Sr. Follet é brilhante em romances históricos, mas em "policiais" é uma desgraça (para mim). Tenho estado a ler o Terceiro Gémeo, e aquilo é uma desgraça. Vou levar mais tempo a lê-lo do que a Queda dos Gigantes
Um abraço do José Luis

Manuel Cardoso disse...

Olá José Luís
realmente já era tempo de continuar a saga. Eu estou muito curioso para isso.
Quanto a esse livro de que falas, não li, mas li o Vale dos Leões e gostei muito...

Anónimo disse...

A quem possa interessar, estão vários títulos do Follett com descontos até 40% no site da editorial Presença (www.presença.pt)até ao dia 23 de Setembro. Temos de encontrar formas de escapar ao preço absolutamente abusivo dos livros em Portugal! ;)

Mel Preciosa disse...

Estou aqui com o site de compras aberto e me veio a dúvida sobre comprar ou não Queda de Gigantes. Achei os comentários aqui no blog e tomei minha decisão. Vou comprar... Bom ter pessoas comentando sobre livros. Nos ajudam a avaliar se vamos ou não gostar deles.

Manuel Cardoso disse...

Mel, note que o segundo volume da trilogia já saiu. Acabei de o ler e vou publicar a minha opinião em breve (O Inverno do Mundo)

Anónimo disse...

Estou "devorando" Queda de Gigantes... Amo romances históricos! Sou brasileira e estudante de História e os livros do Ken Follett são ótimos pq despertam o interesse dos jovens por essa matéria maravilhosa,fazendo frente ao modismo literário(como as sagas de vampiros). Meu livro preferido é Os Sofrimentos do Jovem Werther, o lirismo de Goethe é fascinante *_* quanto à poesia sou apaixonada por versos idealistas, revolucionários, que refletem a realidade social, Maiakovski é um dos "meus" poetas marginais rsrs. Gostei do seu blog =)

Manuel Cardoso disse...

Olá "Anónimo"
De facto, este autor tem essa virtude: uma grande utilidade pedagógica. Também sou formado em História e por isso aconselho o livro, embora com as reticências que apontei na minha análise. Penso que em termos cientificos o segundo volume (O Inverno do Mundo) tem menos imprecisões.
Valeu ;)