segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Primeira Noite - Marc Levy

(também publicado no blogue Destante)
Fascinante! O mínimo que se pode dizer deste livro é que se trata da prenda ideal para este ou para qualquer Natal.
Não é por acaso que Marc Levy é o escritor francês que mais livros vende, um pouco por todo o mundo.
Esta é uma obra empolgante, delicada, emocionante e cheia de significado. Não se trata apenas de um livro de aventuras nem de uma história de amor; é uma epopeia recheada dos mais belos sentimentos humanos, um livro cheio de romantismo.
O astrofísico Adrian, e Keira, arqueóloga, percorrem o mundo em busca de quatro fragmentos de um estranho objecto com quatrocentos milhões de anos. Esses achados poderiam revolucionar por completo toda a história da vida na terra e todo o rumo da humanidade. Nessa intensa aventura contam com o apoio de Ivory, um velho professor de Etnologia e Walter, gestor da Real Academia de Ciências de Londres. No entanto, uma misteriosa organização liderada pelo enigmático Lord Ashton tudo fará para os impedir.
A narrativa faz-nos viver mundos maravilhosos, como o dos antigos Sumérios, o fascinante povo da Mesopotâmia que inventou a escrita.
Por entre aventuras, desventuras, perigos e actos de heroísmo, o enredo não deixa de nos suscitar profundos motivos de reflexão: por mais que a ciência evolua, por mais rigoroso que seja o conhecimento científico, nunca conheceremos tudo. E o ser humano tem uma profunda dificuldade em aceitar a impotência do saber; daí que, muitas vezes o incompreensível seja confundido com superstição. Tudo o que contraria o saber estabelecido (que é necessariamente limitado) é visto como perigoso porque contraria as pobres verdades que o ser humano teima em considerar inabaláveis. Aquilo que Adrian e Keira descobrem é perigoso porque desafia esse conformismo.
É por isso que este livro é também um belo hino ao infinito… o nosso conhecimento talvez não seja mais que um magro tesouro que guardamos religiosamente; e nós talvez não sejamos mais que um grão de areia no Universo. Um Universo infinito como amor de Adrian e Keira; infinito como a amizade de Adrian e Walter; infinito como o fascínio que um livro como este nos desperta e nos aprisiona até ao fim…
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