quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O Vale dos Cinco Leões - Ken Follett

Depois de ter lido A Queda dos Gigantes (do mesmo autor) sem que tenha correspondido às minhas expectativas, empreendi esta leitura na esperança de rever “em alta” a minha opinião sobre este escritor de enorme sucesso. Mas, saí ainda mais desiludido.
Com a guerra do Afeganistão como pano de fundo, Jane, casada com um médico francês que depois se revela espião russo, está no meio de um triângulo amoroso que é completado por Ellis, um espião americano. O cliché perfeito! Entre pactos secretos, ameaças, atentados, fugas, aventuras e tudo o mais que compõe um romance de aventuras e espionagem, compõe-se assim o ramalhete de um enredo previsível, com emoção mas sem nada de novo dentro do género.
Se bem que a leitura seja agradável e o enredo atractivo, nada nos surpreende, nada consegue empolgar um leitor minimamente experimentado neste género literário. Se é verdade que há capítulos cheios de emoção, que levam o leitor a devorar as páginas, também é verdade que Follett, por vezes, se perde em descrições maçadoras e absolutamente inúteis. Fiquei com a sensação clara que esta estória, com 500 páginas se poderia contar em menos de metade do espaço.
Mesmo assim, há um lado bastante positivo neste livro: o conhecimento que podemos adquirir desse conflito tão estranho e dramático que foi a invasão do Afeganistão pela União Soviética. Mesmo assim, esse aspecto didáctico fica manchado pelo habitual maniqueísmo que coloca os americanos do lado das forças do bem e os soviéticos como a encarnação do mal. A História já nos deu muitas provas de como o mal nunca está apenas de um dos lados.
Em suma, um livro que pode ser uma leitura agradável e despretensiosa, ideal para ler em férias, mas com a qual pouco se aprende.
Avaliação pessoal: 6.5/10

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