segunda-feira, 3 de março de 2014

A Arte da Guerra - Sun Tzu



Sinopse:
Sun Tzu (544 - 496 A.C.), é considerado um dos maiores estrategas militares de todos os tempos. Esta sua obra é considerada de grande importância nos escritos militares e estratégicos de toda a história da humanidade. Segundo os especialistas, apenas Carl von Clausewitz (Arte e Ciência da Guerra) se pode comparar, embora A Arte da Guerra seja mais acessível à leitura. Mais do que um livro militar, A Arte da Guerra é considerado um livro filosófico e vezes sem conta, acaba por ser uma referência noutras áreas como por exemplo, a gestão. A presente edição, para além de profusamente ilustrada, conta com um texto que provém da edição clássica de 1963, da Oxford University Press.
Sem dúvida, estamos perante a edição mais cuidada e quiçá a mais completa, alguma vez editada em Portugal.

Comentário:
A Arte da Guerra é considerada uma das obras literárias mais antigas do mundo, escrita por Sun Tzu, um estratega chinês, no século V ou VI a.C.)
Em termos objetivos, trata-se de um autêntico manual para quem dirige um exército, em guerra. Nesse âmbito, surpreende a escrita objetiva, direta, muito clara, com todos os aspetos que rodeiam a arte da guerra, desde a preparação da batalha até ao seu desfecho.
Obviamente, se este fosse o único aspeto notável da obra, nunca eu a teria lido. Acontece que o impacto deste livro no mundo literário e mesmo em termos históricos foi enorme. Hoje em dia há mesmo empresas que aconselham os seus funcionários a ler este livrinho e a tentar associar aquele espírito guerreiro à sua atividade profissional. É que, mais do que um tratado de guerra, este livro é um tratado na arte do engano, do engodo, da capacidade para iludir os adversários. Por outro lado, ao longo de todo o livro é exaltado o valor da disciplina; esse é um aspeto fundamental, não só na guerra tradicional como nas muitas guerras que o mundo capitalista em que vivemos acaba por envolver. Na verdade, se há 2500 anos era fundamental enganar os inimigos no terreno de batalha, hoje parece ser fundamental enganar os inimigos no campo de batalha empresarial. E esses inimigos são muitos, desde o Estado que cobra impostos, a concorrência que nos quer esmagar e, acima de tudo, essa massa anónima que são os consumidores que se pretende subjugar.
Todo este impacto deste pequeno livrinho levou a que fosse mesmo encarado como um tratado filosófico. De facto, nele se encara a vida como uma extensão da guerra; não como se as batalhas fossem uma consequência da vida das nações mas como se toda a vida da nação derivasse da guerra.
Não se pense, n o entanto, que o conceito de guerra, neste livro, se transforma na exaltação da violência. Pelo contrário: uma das ideias mais interessantes do livro é esta: a maior vitória é aquela que se consegue sem batalha; sem confronto; é aquela que resulta da subjugação do inimigo antes mesmo do confronto. O pior é que, para lá chegar, Sun Tzu defende toda a sorte de  estratégias, algumas delas que consideraríamos hoje como muito pouco éticas: tudo vale para enganar o adversário.
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