terça-feira, 15 de novembro de 2011

O Cão dos Baskervilles - Arthur Conan Doyle


Este Cão dos Baskerville é uma verdadeira obra de arte da literatura policial; uma lenda antiga, que dá conta de uma verdadeira besta em forma de cão gigante, que amaldiçoa as terras dos Baskerville, dá um tom fantástico à estória, aproximando-a da moderna literatura fantástica.
Na Londres oitocentista, cheia de mistérios envoltos em nevoeiro, Sharlock Holmes vive uma aventura peculiar e intensa quando, nos arredores da cidade o malvado cão fantástico volta a atacar.
Obviamente, o enredo encaminha-nos para um criminoso bípede, pelo que a besta permanece sempre na sombra, como um fantasma que paira no ar.
Holmes é um detective “científico”, um verdadeiro CSI do século XIX, pelo que não iria certamente embarcar na explicação lendária do crime. E o que este livro tem de mais fascinante é a forma como o autor nos encaminha para apenas dois ou três suspeitos mas de forma que se torna fácil, para o leitor, adivinhar quem terá sido o criminoso. Mas a arte de sir Arthur Conan Doyle leva a uma espécie de transferência no centro do mistério: a partir de certa altura deixa de nos intrigar quem cometeu o crime para nos centrar no COMO se processou o crime. Na última fase do livro a emoção atinge níveis impressionantes, que fazem o leitor vibrar com a narrativa.
A genialidade de Doyle permite-lhe encaixar neste enredo uma estória de amor impensável; em pouco mais de 150 páginas, numa escrita terrivelmente “económica” o autor consegue aliar um policial sofisticado e recheado de pormenores fantásticos a uma interessante, original e até cómica estória de amor.
Na minha opinião este é sem dúvida um dos livros mais emocionantes alguma vez escrito.
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