segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Uma Paixão Fatal: os livros Policiais.


Em matéria de livros, talvez eu não tenha paixão mais antiga que a da literatura policial. Continuo fascinado por aquelas emoções, aquela incerteza no desfecho.
Gosto de me sentir perdido naquelas pistas que o escritor deixa, de forma quase sádica, espalhadas pela narrativa, umas vezes para nos encorajar a procurar o verdadeiro criminoso, outras para nos despistar completamente.
Neste estilo que me continua a empolgar, ainda não sei qual o escritor que me fascina mais: Agatha Christie, George Simenon ou sir Arthur Conan Doyle?
Na verdade, estamos a falar de três génios literários, o que dificulta obviamente uma opção.
Christie é sofisticada, esmerada no pormenor, é quase a cientista do livro policial;
Simenon tem uma dimensão psicológica notável; é o psicólogo do crime; ele não se contenta com boas estórias; ele procura estória humanas, que lhe permitam ir até às profundezas da alma humana, onde se encontram as explicações para o comportamento criminoso.
Conan Doyle talvez seja o mais artístico, o mais criativo. Em vida, foi amigo de Houdini, o que talvez o tenha ajudado a criar esta arte de tornar credíveis as mais inacreditáveis situações. A sua ligação ao espiritismo talvez tenha transmitido à sua obra aquele toque quase diria místico, sobrenatural. Gótico, diriam alguns.
Neste momento estou a ler O Cão dos Baskerville, uma das melhores obras de Doyle. Amanhã darei conta da minha opinião sobre o livro.
Imagem daqui.
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