quinta-feira, 3 de novembro de 2011

(Re)lendo O Conde de Abranhos, de Eça de Queirós

Que Eça de Queirós era um visionário já todos nós sabemos. Recentemente, o Nuno do Página a Página, divulgou um texto de Eça que nos comparava, já no século XIX, à Grécia, como um país desgraçado. Muitos consideraram, por causa deste e doutros textos, que ao nosso grande escritor faltava patriotismo. Não! Penso que ele era realista. Dizer que Portugal é um país desgraçado não é ser anti-patriota; é ser realista. Isto era e é uma desgraça pegada.
Neste magnífico Conde de Abranhos retrata-se outras das tristes realidades portuguesas, de ontem e de hoje: os políticos incompetentes e oportunistas.
O Conde de Abranhos era uma besta. Um nabo! Um requintado ignorante! Por outras palavras, um político de sucesso.
Li este livro pela primeira vez nos verdes anos” e encarei-o na altura como uma comédia. Hojo leio-o com outros olhos: uma tragédia portuguesa. Mas uma tragédia real! Actual e perfeita.
Grande Eça, o que tu terias para escrever se viesses cá ver isto.
Imagem retirada daqui


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