quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O que é um bom livro?

Às vezes dou comigo a pensar: afinal, o que é que me permite classificar um livro como excelente e outro como um fracasso, mesmo que escrito por um génio?
Há um escritor que me tem maravilhado. Já falei dele ontem aqui no blogue: Marek Halter. E foi a propósito dele que cheguei a esta conclusão: um livro que me encanta é aquele que me satisfaz em três dimensões:
- A forma como me diverte.
- A emoção que me desperta.
- O que aprendo com ele (dimensão didáctica).
Tenho Tolstoi, Cervantes e Dostoievski como escritores de eleição. E porquê? Porque me divertem, me emocionam e me ensinam.
Às vezes vejo os críticos encherem de "estrelinhas" obras verdadeiramente chatas; que não divertem ninguém. É por isso que os críticos me arreliam. No entanto, sinto que estou a ser dogmático. As três dimensões que enunciei não são critérios universais. São os meus critérios.
E fico um pouco perplexo porque muitas vezes não entendo os critérios de alguns leitores. Por isso deixo aqui a pergunta, que faço ao vento ou a quem se dignar responder-me: haverá critérios universais para avaliar um livro?
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