terça-feira, 8 de março de 2011

O Grande Gatsby - 3 edições, 3 sentenças

O Jornal das Letras dá-nos conta de um facto muito curioso: três editoras decidiram lançar, quase ao mesmo tempo, reedições de O Grande Gatsby: Clube do Livro, Presença e Publicações Europa-América. Isto tem uma explicação: neste ano a obra entra em domínio público, o que facilita imenso a publicação e aumenta os lucros.
Mas o que me faz escrever este texto é a forma tão diferenciada como, segundo o JL, esta obra é apresentada nas três edições:
Na edição do Clube do Livro, o prefaciador (Pinto Balsemão) destaca no livro “o devido lugar ao amor, aos sentimentos e aos enganos que ele provoca”
Na versão da Presença, na contracapa diz-se que este livro é “o mais expressivo retrato da era do Jazz”.
E na Europa-América a obra é encarada como uma sátira ao sonho americano e aos turbulentos anos 20.
Quer dizer: três interpretações completamente diferentes.
E o que há de encantador nisto é que são 3 interpretações absolutamente verdadeiras. É este o encanto da grande literatura: cada leitor com o seu olhar, como se um livro fosse um quadro de Kandinsky ou de Picasso.
É por isso que continuo a afirmar: a literatura é liberdade!
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