sexta-feira, 13 de maio de 2011

Prémio Camões 2011

Manuel António Pina é o vencedor do prémio Camões deste ano.
Já expressei aqui a minha opinião sobre os prémios literários; muitas vezes a atribuição desses galardões prima pela surpresa, desafiando todas as leis da lógica. Por outras palavras, atribuo muito pouco valor a esses prémios. Afinal de contas estamos em Portugal e o mérito raramente é premiado.
No entanto, há excepções.
Parece-me que, a nível internacional, o Man Booker Prize tem lançado no estrelato verdadeiros génios literários. Ao nível da literatura lusófona, esse papel tem cabido ao Prémio Camões. A lista dos premiados, desde 1989, garante-nos o valor desse prémio: o primeiro vencedor, em 1989, foi Miguel Torga. Destaco ainda Vergílio Ferreira (1992), Jorge Amado (1994), José Saramago (1995), Eduardo Lourenço (1996), Pepetela (1997), Eugénio de Andrade (2001), Lobo Antunes (2007), Ubaldo Ribeiro (2008), entre muitos outros nomes enormes da nossa literatura (digo nossa porque sou daqueles que considero, acordos ortográficos à parte, que a nossa pátria é a língua portuguesa). É óbvio que há muitos outros a merecer este prémio, mas esta lista é suficiente para concluir que quem o ganha é, de facto, grande.
É por isso com algum pesar que declaro aqui que nunca li nada de Manuel António Pina. Essencialmente poeta, escreveu já crónicas, várias peças de teatro, algumas obras de ficção e numerosos livros infanto-juvenis. É um escritor ao qual estarei muito mais atento nos próximos tempos.
A ter em conta!

Imagem Folha.com.

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