C., um amigo deste blog, colocou uma questão muito
interessante no comentário ao meu tópico anterior:
"Pode um livro levezinho ser
um bom, um ótimo livro?"
Vinha isto a propósito da sondagem sobre o tipo de livro
preferido para férias.
Como achei a pergunta muito interessante e pertinente, resolvi
dar a resposta neste novo tópico.
Obviamente, acho que sim. E justifico a resposta com o meu top 15 feito à pressa de livros
que acho levezinhos e, ao mesmo tempo, livros muito bons.
Passemos então à contagem decrescente:
No 15º lugar, uma
obra que passou quase desapercebida em Portugal mas que constitui um thriller
excecional, cheio de emoção, no estilo Dan Brown mas bem escrito:
- O
Último Catão, de Matilde Asensi
Em 14º, um autor acusado de ser
demasiado “levezinho” mas que, na verdade, agarra os leitores com uma arte
excecional:
- A Sombra do Vento - Ruiz Zafón
O 13º
é um clássico da literatura juvenil; um livro encantador; um livro mágico:
- Ivanhoe, de Sir Walter Scott
No meu 12º posto
um clássico da literatura erótica. Só não está nos primeiros lugares desta
lista porque é dos menos “levezinhos” mas é um excelente livro:
- O
Amante de Lady Chatterley, de D. H. Lawrence
Em 11º lugar, mais um clássico da
literatura classificada habitualmente (embora de forma errada, a meu ver) como
infanto-juvenil. É um livro cheio de emoção e de intrigas palacianas. E também
amor e humor:
- Os
Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas
No 10º lugar uma pérola africana de língua
portuguesa, onde se conjuga o humor dos meninos da rua com a magia e o perfume
de Angola:
- Bom
Dia Camaradas, de Ondjaki
Em 9º lugar uma comédia intemporal sobre
a política portuguesa. Uma sátira que hoje faz todo o sentido, mesmo cento e
tal anos depois de ter sido escrita:
- O Conde de Abranhos, de Eça de Queirós
O oitavo classificado
é um livro denso e intenso mas que se lê muito bem. Recordo-me de ter devorado
aquelas mais de 700 páginas em 3 dias, tal a forma emocionante como o enredo é
exposto:
- A História Secreta, de Donna Tartt
Em sétimo lugar
um livro que li aos 47 anos mas devia ter lido aos 14. Mas que se deve ler em
qualquer idade e de preferência mais que uma vez. É o emocionante e divertido:
- O Conde de Monte-Cristo de Alexandre Dumas
Os livros que coloco
em 6º e 5º (a ordem não interessa), são dois dos livros mais hilariantes
que li até hoje. São dois clássicos da mais pura comédia. Dois livros para ler
e rir até cair para o lado, sobre um cobarde que chegou a herói do exército
britânico.
- Flashman, a Odisseia de um Cobarde e Royal Flash, A
Odisseia de um Cobarde, de George Mac Donald Fraser
(continuo à espera do 3º volume da saga do cobarde).
Em 4º lugar,
uma comédia romântica deliciosa, leve, divertida. Com o traço de génio de um
dos maiores homens do século XX, o enorme Garcia Marquez.
- Gabriel
Garcia Marquez - O Amor nos Tempos de Cólera
O meu terceiro classificado, medalha de bronze, é
verdadeiramente um livro mágico. Com raízes bem seguras na tradição da magia
céltica, é um livro fantástico antes da moda do fantástico. Um livro
maravilhoso.
- Jonathan Srange & o Sr. Norrell, de Susanna Clarke
Em 2º Lugar,
um livro lindíssimo para quem gosta de uma bela história de amor. Um livro
cheio de sensibilidade, escrito numa linguagem “fotográfica”, intenso, quente,
lindo…
- As Pontes de Madison County, de Robert James Waller.
E em primeiro lugar, o rato mais espetacular de
toda a história da literatura no período pós-Mickey. Ele é o sensacional rato
de biblioteca, filho de uma mãe rata bêbada, o mais novo de uma ninhada de 12
que haveria de passar a vida nas estantes de uma biblioteca. Este é o
verdadeiro rato de biblioteca, o rato que devorava livros. Literalmente. Ele é
o grande:
- Firmin, de Sam
Savage